|
Não há tempo
para mais nada
04.09.2008
Como vender uma boa idéia — em apenas 12 minutos
— para investidores e outras fontes de recursos
especiais para pequenas e médias empresas
Por Hugo Vidotto
EXAME
Pequenos e médios empresários que buscam
recursos para tirar uma idéia inovadora do papel
devem estar preparados para uma pergunta: o que
há de tão especial em seu projeto que justifique
colocar dinheiro nele? Existem diversas rodadas
de negócios promovidas para que empreendedores
encontrem o dinheiro necessário para investir em
seus projetos — seja o desenvolvimento de um
novo produto, seja a obtenção de aporte de
capital —, como as promovidas pela Finep,
agência de fomento ligada ao Ministério da
Ciência e Tecnologia, e pela Fundação Getulio
Vargas. Essas ocasiões reúnem representantes de
investidores, gestores de fundos e profissionais
de agências de fomento que querem saber por que
sua idéia merece atenção. Nas rodadas promovidas
pela Finep, cada empresa tem apenas 12 minutos
para apresentar um projeto. O que dizer num
tempo tão curto? Para saber quais são as
informações essenciais nessas rodadas, EXAME PME
ouviu agências de fomento, fundos de
investidores e empreendedores que passaram por
essa situação. O roteiro a seguir foi feito para
ser cumprido em 12 minutos — padrão em boa parte
das apresentações. Há sugestões de quantos
minutos reservar para cada tópico. Pode-se
aumentá-los ou diminuí-los, fazendo os ajustes
necessários de forma que o tempo total se
mantenha.
Quem é você
Basta dizer o nome e buscar no currículo uma
passagem que ateste experiência — a que for mais
significativa e tenha alguma relação com a
proposta a ser apresentada. Pode ser o cargo
ocupado anteriormente em uma multinacional, os
anos de trabalho com um setor correlato, uma
formação acadêmica específica ou a posição como
sócio ou fundador da empresa. Resuma em uma
frase por que você está ali. Exemplo: “Eu sou
Fulano, fui diretor da área de pesquisa e
desenvolvimento da empresa X durante dez anos,
coordenei a execução dos projetos Y e Z e hoje
tenho um negócio com potencial para crescer em
um mercado que movimenta 10 bilhões de reais ao
ano”.
O que não fazer
Detalhar as experiências que pontuaram sua
trajetória desde a decisão inicial de montar um
negócio — ou, então, contar todo o caminho
percorrido por sua empresa até chegar àquele
ponto. Isso não interessa à platéia naquele
momento e rouba minutos preciosos dos tópicos
seguintes.
Por que sua idéia é boa
Para investidores, um produto ou serviço não
merece recursos pela sua originalidade,
genialidade ou pelo bem que vai fazer à
civilização — mas porque pode trazer retorno
financeiro para os donos do dinheiro que eles
administram. “Poucos empreendedores compreendem
isso”, diz Sidney Chameh, do fundo DGF. Se o
objetivo é conseguir recursos para um novo
medicamento, por exemplo, não se deve perder
tempo mostrando um vídeo com a ação das
bactérias envolvidas no processo — e sim
explicar por que existe mercado para o remédio.
O mesmo vale para um sistema logístico que, por
exemplo, diminua a perda de produtividade de
empresas instaladas em cidades com trânsito
caótico. O objetivo nessa hora não é fundir a
cabeça da platéia com algoritmos, mas dizer por
que um cliente estaria disposto a comprar o
serviço. “Em síntese, deve-se explicar que há um
mercado interessante a ser atendido e que o
empreendedor tem o que é necessário para isso”,
diz Rochester Gomes da Costa, chefe do
departamento de pesquisas e projetos da Finep.
Em 2002, o paulistano Valdemar Stelita, de 45
anos, seguiu esse exemplo ao participar de um
fórum da Finep. Ele queria produzir uma peça
para geradores de energia movidos a hidrogênio.
Para apresentar o projeto, tinha preparado um
discurso repleto de termos técnicos, explicando
exatamente como o gerador funcionaria com a tal
peça. “Felizmente, fui firmemente desencorajado
pelo pessoal da Finep que me assessorou”, diz
Stelita. Ele falou, então, sobre a importância
estratégica que as fontes de energia limpa
ganharam no mercado mundial. Mostrou um
protótipo do gerador e disse que aquela era uma
dessas fontes — e que ele tinha a tecnologia
necessária para produzir uma peça essencial para
seu funcionamento. Stelita foi depois procurado
por 12 investidores presentes na reunião. Acabou
fechando negócio com um deles, que não investiu
apenas na peça, mas na produção do gerador
inteiro. O acordo permitiu fundar a NovoCell, de
Americana, no interior de São Paulo, que deve
lançar os geradores no mercado em 2009.
O que não fazer
Dizer que seu produto é inédito. Mesmo que você
tenha certeza absoluta desse pioneirismo, deixe
para comentar isso em outra ocasião se as
conversas com os investidores prosseguirem. Os
profissionais que compõem a platéia dessas
rodadas são procurados diariamente por pessoas
que acreditam ter inventado algo nunca pensado
antes. Em geral, não é verdade ou não pode ser
comprovado — e, ainda que for assim, não faz
diferença para eles. “Isso só passa a impressão
de que o empreendedor não sabe onde está
pisando”, diz Chameh.
Qual é o mercado
Investidores estão interessados em crescimento.
É fundamental ter dados que mostrem o tamanho do
mercado ao qual o produto ou serviço se destina,
quais as perspectivas de expansão e como sua
empresa pretende lidar com a concorrência. Usar
números de consultorias internacionais dá
consistência ao discurso e os investidores podem
checá-los facilmente depois. Com base nesses
dados, deve-se dizer qual a participação que a
empresa pode conquistar e em que prazo o
investimento pleiteado deve retornar. Mostre o
crescimento em receitas anuais, e não em número
de funcionários ou outros indicadores não
relacionados ao potencial de vendas. Ao citar a
concorrência, deve-se deixar claro quais as
vantagens competitivas do produto e o que está
sendo feito para não perder o espaço já
conquistado. Foi o que fez Evandro Curvelo, de
47 anos, sócio da Tempest, empresa pernambucana
de serviços para segurança da informação. Quatro
anos atrás, ele se apresentou numa rodada da
Finep em busca de recursos para investir na
estrutura tecnológica da companhia e ganhar
escala sem aumentar os custos fixos. Curvelo
comparou a previsão de vendas de sua empresa
para os anos seguintes com dados do instituto de
pesquisas Gartner, que apontavam o crescimento
do mercado de segurança da informação.
“Mostramos que o retorno do investimento pedido
estava previsto para dois anos e meio”, diz
Curvelo. Ele também elencou quais eram seus
principais concorrentes, que serviço cada um
deles prestava e quanto cobravam. “Tínhamos de
explicar o que faria um cliente trocar um
fornecedor como a IBM pela Tempest”, diz.
“Mostramos que era possível prestar os mesmos
serviços com preços menores sem diminuir a
qualidade.” Curvelo chamou a atenção de um fundo
privado, que contribuiu para o desenvolvimento
de serviços que devem fazer a Tempest obter um
faturamento de 9 milhões de reais neste ano.
O que não fazer
Utilizar dados de instituições desconhecidas ou
basear-se apenas em projeções da própria
empresa. Outro erro a ser evitado é afirmar que
não existem concorrentes. “É como dizer que não
há mercado”, diz Richard Affonso, do
departamento de pesquisas e projetos da Finep.
Ainda que os concorrentes não façam exatamente o
mesmo que sua empresa, é importante citar os que
mais se aproximam — afinal, eles poderão ter a
mesma idéia em breve, e o empreendedor deve
mostrar ao investidor que está preparado para
isso.
Quem garante a execução
É essencial apontar quem são os sócios do
negócio, os principais funcionários e os
parceiros que garantirão a execução do projeto.
“O investidor não aposta apenas na idéia, mas
também nas pessoas que estão por trás dela”, diz
Luiz Eugênio Figueiredo, presidente da Abvcap,
associação que reúne os fundos de capital de
risco, e diretor da gestora de investimentos Rio
Bravo. “O objetivo é mostrar que ao menos as
competências-chave estão preenchidas.” As opções
são relacionar quem já trabalhou em um projeto
semelhante que deu resultado, gente que veio de
uma empresa conceituada no setor ou tem
conhecimento científico sobre o produto. Em caso
de empresas com equipes muito pequenas, as
competências do próprio empreendedor devem ser
ressaltadas. Stelita, da NovoCell, mostrou em
sua apresentação que contava com uma equipe de
engenheiros que o acompanhavam há mais de quatro
anos em outros empreendimentos — e que conheciam
bem a tecnologia por trás de sua proposta. Além
disso, listou oito acordos firmados com
universidades, empresas brasileiras e
multinacionais. Eles garantiam apoio na obtenção
de matéria-prima e processos tecnológicos, além
de conhecimento sobre o mercado estrangeiro.
“Provamos que tínhamos as pessoas necessárias
dentro e fora da companhia”, diz Stelita.
O que não fazer
Detalhar a carreira de cada um ou falar de
pessoas sem relação direta com o projeto.
Geralmente, os dados são apresentados em slides
com informações curtas e podem ter fotos. Caso
uma parceria crucial ainda não tenha sido
fechada, é bom não antecipar o resultado — ela
pode não acontecer — e nem dizer que não existe
nada. É melhor dar uma idéia do que se trata e
falar a verdade: “Estamos em negociações”.
Quem já comprou
Empreendedores com bons nomes na carteira de
clientes devem valorizar esse ponto. Curvelo, da
Tempest, contou quem eram seus três principais
clientes. O maior era a rede carioca de
supermercados Sendas, hoje parte do grupo Pão de
Açúcar. “Isso chamou a atenção”, diz ele. “Por
que uma empresa grande do Rio de Janeiro usaria
os serviços de um pequeno negócio pernambucano
em vez de procurar fornecedores mais próximos?”
Se boa parte do faturamento vier de clientes
conhecidos, diga a parcela que cabe a cada um
deles para mostrar que a sobrevivência da
empresa já tem bases concretas e não depende
apenas do sucesso do projeto.
O que não fazer
Listar clientes pouco conhecidos fora de seu
setor sem um motivo óbvio. Se não houver nomes
fortes na carteira, pode-se contar casos em que
a empresa resolveu o problema de algum deles.
Apresentar um nome que ainda não fechou contrato
ou que não é mais atendido, sem deixar isso
claro, pode criar um grande mal-entendido — se a
negociação for em frente, é quase certo que os
investidores vão buscar mais informações com os
clientes.
|
Tarefas para casa |
|
Falar em público com tempo contado é um
drama para a maioria dos empreendedores.
Ensaiar muito, gravar diversas versões em
vídeo e assisti-las permite identifi car
erros. Amigos e parentes que não conhecem
o assunto podem servir de platéia-cobaia.
Isso ajuda a identifi car aspectos mal
explicados ou — mais importante ainda —
que devem ser eliminados. São
procedimentos básicos, mas freqüentemente
negligenciados por quem acredita ter uma
idéia, por si só poderosa, para dizer.
Veja o que levar em conta ao se preparar
para mostrar um projeto em rodadas de
financiamento |
|
Linguagem
Os slides devem reforçar pontos
importantes e traduzir conceitos em
tabelas, gráficos e fotos |
|
Clareza
Termos técnicos e jargões que só o pessoal
do setor entende não devem ser utilizados |
|
Visualização
Palavras, números e quadros devem ser
legíveis mesmo para quem está na última
fileira |
|
Simplicidade
Musiquinhas e animações apenas para
enfeitar geralmente aborrecem os
investidores |
|
Concisão
Textos longos dão sono. Se o empreendedor
os ler em voz alta, será a morte da
apresentação |
|
Organização
Não se deve sobrecarregar a apresentação
ou será preciso pular slides para terminar
a tempo |
|
Fontes: Abvcap, DGF, Finep e Rio Bravo |
Para onde vai o dinheiro
O empreendedor deve discriminar as grandes áreas
para onde vai a quantia que julga necessária. Em
um único slide, dá para dizer quanto será
investido em infra-estrutura, em pesquisa e na
área comercial, por exemplo. Quando houver
necessidade de um aporte de capital, é preciso
indicar possíveis saídas que o investidor terá
quando completar seu ciclo como sócio. Nesse
caso, outro slide deve listar as alternativas
previstas para o investidor: compra da
participação ou da empresa por um terceiro,
previsão para abertura de capital ou recompra
das ações pelos sócios originais.
O que não fazer
Detalhar demais quanto será investido em cada
área. “Números quebrados dão a impressão de
amadorismo na elaboração do projeto”, diz
Affonso, da Finep. Também não é recomendado
estipular o valor do negócio e quanto o aporte
representa sobre o controle acionário — esse é
um assunto a ser discutido durante as
negociações, se elas forem adiante.
Fonte:
http://portalexame.abril.com.br/revista/pme/edicoes/0015/m0167058.html
Lula sanciona lei que regulamenta
estágio
Do G1
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.788, de
25/09/2008, publicada no "Diário Oficial da
União" desta sexta-feira (26), que regulamenta o
estágio profissional.
A lei que entra em
vigor nesta sexta limita a carga horária dos
estudantes, prevê bolsa-auxílio e
vale-transporte também para os casos de estágio
não obrigatório e férias remuneradas de 30 dias.
Carga horária
A lei estabelece jornada máxima de seis horas
diárias e 30 horas semanais para os estudantes
de ensino superior, educação profissional e
ensino médio. No caso de estudantes de educação
especial e dos anos finais do ensino fundamental
(na modalidade de educação de jovens e adultos),
a carga horária máxima é de quatro horas diárias
e 20 horas semanais. O estágio na mesma empresa
ou instituição não poderá durar mais de dois
anos e o estudante deve ser indicado apenas para
atividades compatíveis com sua grade curricular.
Os contratos podem ser
superiores a dois anos quando os aprendizes
foram portadores de alguma deficiência. Se essa
regra for descumprida, os agentes de integração
entre empresas e instituições de ensino serão
responsabilizados civilmente.
Tipos de estágio
O estágio poderá ser obrigatório (quando a sua
carga horária for requisito para aprovação e
obtenção de diploma); ou opcional, dependendo do
projeto pedagógico do curso.
Tanto em um caso
quanto em outro, o estágio não criará vínculo
empregatício, desde que sejam observadas as
regras previstas no termo de compromisso
assinado entre o aluno, a empresa ou entidade
que ofereça o estágio e o estabelecimento de
ensino.
Mas se as regras forem
desobedecidas pela empresa, ficará caracterizado
esse vínculo para todos os fins da legislação
trabalhista e previdenciária.
Férias
É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio
tenha duração igual ou superior a um ano,
período de recesso de 30 dias, que deve ser
tirado de preferência durante as férias
escolares. As férias devem ser remuneradas caso
o estagiário receba bolsa-auxílio.
Empregador
Poderão oferecer estágios empresas privadas,
órgãos da administração pública direta,
autarquias e fundações de todas as esferas e
poderes, além de profissionais liberais de nível
superior devidamente registrados em seus
respectivos conselhos de fiscalização
profissional.
A lei ainda estipula o
número máximo de estagiários em relação ao
quadro de funcionários das empresas ou entidades
que oferecem o estágio. Se a empresa tem de um a
cinco empregados, o máximo é de um estagiário;
de seis a dez funcionários, até dois
estagiários; de 11 a 25 empregados, até cinco
estagiários; e acima de 25 funcionários, até 20%
de estagiários.
Repercussão
De acordo com a Associação Brasileira de Estágio
(Abres), as mudanças afetam diretamente cerca de
1,1 milhão de estagiários do país. Para o
presidente, Seme Arone Junior, trata-se de um
marco regulatório para a segurança das empresas
contratarem mais estagiários.
"A inserção dos
estudantes da educação especial e dos anos
finais do ensino fundamental (na modalidade
profissional da educação de jovens e adultos)
foi muito positiva, anteriormente só estagiavam
alunos dos ensinos médio, médio técnico e
superior", ressalta.
Para ele, a mudança na
carga horária “forçará milhares de empresas a se
adequarem, mas acreditamos que dará mais tempo
aos estudantes para se dedicarem aos estudos e,
com isso, melhor rendimento no estágio". Ele
ressalta que outra mudança louvável foi a
possibilidade de profissionais liberais de nível
superior (com registro em conselhos regionais),
como advogados, engenheiros, arquitetos e outros
contratarem estagiários.
Mas ele faz um alerta.
"Como a nova lei entra em vigor na data da
publicação, muitos estudantes poderão ser
impedidos de estagiar se sua instituição de
ensino ainda não tiver previsto o estágio no seu
projeto pedagógico", alerta. "Infelizmente isso
pode atrapalhar a vida de muita gente, o
estudante deve cobrar da sua escola essa
adequação", completa.
Apesar das mudanças, a
Abres acredita que o número de estagiários do
nível superior será mantido (atualmente são 715
mil). No entanto, haverá diminuição
significativa no ensino médio, por conta da
restrição imposta a 20% do total de funcionários
das empresas.
"Agora teremos um
instrumento legal e justo para os milhões de
alunos brasileiros. Ganha o estudante, por mais
benefícios, ganha a empresa por mais segurança
jurídica e a escola, pois terá alunos com mais
tempo para se dedicar aos estudos", finaliza.
Fonte:
http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA1689553-2920,00.html
O que motiva
um empreendedor?
Escrito por Roberta Rossetto em 09.23.
Eis uma pergunta com muitas respostas. Mas
vamos procurar uma que tenha algum embasamento,
buscando a famosa pirâmide de Maslow como
referência. Abrahan Maslow propôs, em 1943, a
Teoria da Motivação Humana, uma obra que virou
referência no mundo da psicologia. Segundo ele,
há uma hierarquia de necessidades a serem
preenchidas e, conforme a pessoa satisfaz uma
delas, tenta alcançar outra e mais outra.
Então, assim que supre suas necessidades
fisiológicas (ter o que comer, onde dormir e com
quem fazer sexo), a pessoa parte para a
conquista da segurança (física, financeira, de
saúde). Quando isso é satisfeito, surge um
buraco a ser preenchido: a necessidade de ser
amado (por amigos, por um companheiro, pelos
filhos). Depois, vem a auto-estima e a vontade
de conquistar o respeito e a confiança dos
demais. Por fim, a auto-realização, a busca por
um conhecimento maior sobre si e o mundo.
Que tal transportar essa mesma pirâmide para o
mundo empreendedor? Foi o que eu fiz. Na base,
teríamos as necessidades de sobrevivência do
negócio (pagar as contas, gerar dinheiro). No
patamar seguinte, viria a necessidade da empresa
ter identidade própria, de fincar bases sólidas
no mercado. Depois, a vontade de que o negócio
tenha visibilidade social e seja identificado
como algo de valor pelo mercado. Conseguido
isso, surgiria a questão: qual o meu papel de
empresa cidadã junto à comunidade? O que posso
fazer para devolver um pouco do que conquistei
para a sociedade? Por fim, no estágio final, o
empreendedor seria tomado por uma vontade enorme
de deixar um legado, de deixar algo positivo e
importante como saldo de sua passagem pelo
mundo. Alguns, por exemplo, abraçam a
sustentabilidade como bandeira. Outros, a
política e as entidades de classe.
Diariamente encontro empreendedores motivados em
diferentes estágios dessa pirâmide, que acabei
adaptando das teorias de Maslow. Qual o seu
estágio?
Fonte: http://www.papodeempreendedor.com.br/
|